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Risco de Fauna em Aeroportos: Causas, prevenção e gestão para voos seguros
O risco de fauna em aeroportos e aeródromos refere-se à possibilidade de colisões entre aeronaves e animais, principalmente aves, que podem causar danos estruturais, falhas mecânicas e, em casos extremos, acidentes graves.
Esse risco ocorre devido à presença de animais no entorno das áreas aeroportuárias, atraídos por fatores como disponibilidade de alimento, água e abrigo.
A gestão do risco de fauna em aeroportos é uma prática essencial para garantir a segurança das operações aéreas. Colisões entre aeronaves e animais, especialmente aves, podem resultar em danos significativos e, em casos extremos, levar a acidentes fatais.
Este artigo aborda os motivos das colisões, os animais que oferecem mais riscos, as ações preventivas e as estratégias de gestão de risco e crise relacionadas a esse tema.
Motivos das colisões da fauna com aeronaves
As colisões entre fauna e aeronaves, conhecidas como “riscos aviários” ou “riscos de fauna”, ocorrem principalmente devido à presença de animais nas proximidades dos aeroportos.
Fatores que contribuem para essas ocorrências incluem:
- Um habitat favorável: Áreas próximas a aeroportos que oferecem alimento, água e abrigo atraem diversas espécies;
- Rotas migratórias: Aeroportos situados em trajetos de migração de aves enfrentam maior risco de colisões durante certas épocas do ano;
- Atividades humanas: Práticas agrícolas ou disposição inadequada de resíduos podem atrair animais para áreas aeroportuárias.
Exemplo famoso de colisão entre um avião e aves
De acordo com o CENIPA, a ocorrência que melhor exemplifica o risco de fauna é o acidente ocorrido com o voo 1549 da US Airways em 15 de janeiro de 2009, que alcançou atenção mundial.
Após decolar do aeroporto de La Guardia, New Jersey, EUA, a aeronave Airbus A320 teve perda dupla de motor em voo após colidir com um bando de gansos canadenses (Branta canadenses), obrigando a tripulação a realizar um pouso no Rio Hudson.
Todos os 150 passageiros, bem como os 05 tripulantes sobreviveram ao ocorrido.
Este incidente motivou a revisão de práticas operacionais da aviação e a criação de estratégias para gerir o risco de fauna.
Ações preventivas para evitar colisões
Para minimizar o risco de colisões com a fauna, os aeroportos adotam diversas medidas preventivas:
- Gestão de Habitat: Modificar ou eliminar recursos que atraem animais, como fontes de alimento e água, e remover vegetação que possa servir de abrigo;
- Tecnologias de aversão: Utilizar dispositivos sonoros, visuais ou pirotécnicos para afastar animais das proximidades das pistas;
- Controle populacional: Implementar programas de manejo de espécies específicas que representem riscos elevados;
- Monitoramento contínuo: Empregar sistemas de radar e observações regulares para detectar a presença de fauna e antecipar possíveis conflitos;
- Tratamento do local: Remover aparas de vegetação e cortar a grama com frequência e em altura superior a 30 cm;
- Pessoal: Promover campanhas de educação ambiental com as pessoas responsáveis e reforçar a fiscalização de áreas próximas aos aeroportos.
Gestão de Risco e Crise
Uma gestão eficaz do risco de fauna envolve:
- Planos de Gerenciamento de Risco de Fauna (PGRF): Desenvolver e implementar planos que identifiquem riscos específicos e estabeleçam medidas de mitigação adequadas;
- Plano de Manejo da Fauna do Aeroporto (PMFA): Documento que estabelece as medidas para reduzir o risco de colisões entre aeronaves e animais;
- Treinamento de Pessoal: Capacitar equipes para reconhecer riscos e aplicar medidas preventivas de forma eficaz;
- Colaboração Interinstitucional: Trabalhar em conjunto com autoridades ambientais, organizações de conservação e comunidades locais para abordar questões relacionadas à fauna.
- Resposta a Incidentes: Estabelecer protocolos claros para responder a colisões, incluindo investigação, comunicação e implementação de medidas corretivas.
Uma gestão proativa do risco de fauna é fundamental para a segurança operacional nos aeroportos.
Ao compreender os fatores que levam às colisões, identificar as espécies de maior risco e implementar medidas preventivas eficazes, é possível reduzir significativamente a ocorrência desses incidentes e garantir operações aéreas mais seguras.
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